Ideias e reflexões


CONVIVER

Qual o melhor lugar para trabalhar?

Certamente, a resposta para esta pergunta passa pelas palavras acolhimento e respeito.

Pensando nisso, decidimos aprimorar as relações internas. E quando falamos em relações internas, estamos falando de você e de todos nós, juntos. Faz todo sentido! Afinal, um dos objetivos do Ed5 é desenvolver recursos voltados à acessibilidade e à inclusão, com desenho universal.

Queremos, portanto, criar um ambiente cada vez mais acolhedor da diversidade, para que todos possamos nos sentir pertencentes a este grupo, que, na diferença individual, deve estar sempre comprometido, coletivamente, com a igualdade de direitos e oportunidades.

Esta é a primeira de uma série de mensagens semanais que serão enviadas para que reflitamos, juntos, sobre como conviver melhor, valorizando cada talento que divide conosco seu trabalho e seus sonhos.
Ao final deste processo, construiremos um material de convivência, documentando nosso compromisso com o respeito a todos.

Seja, portanto, bem-vinda, bem-vindo, bem-vindx...


RESPEITAR

Quem é o diferente? O outro? Mas, e eu?

Essas questões são muito interessantes porque é comum considerarmos como diferentes apenas as outras pessoas, como se nós fôssemos o parâmetro da normalidade.

E é natural que seja assim, afinal nascemos e vivemos em um contexto de tradições e valores, e tudo o que difere muito do que para nós é o certo tendemos a estranhar.

A questão é o que vamos fazer com esse estranhamento e temos duas opções: transformar em intolerância ou aprender uma nova forma de viver, com a qual não precisamos concordar, tampouco imitar. Precisamos, sim, respeitar.

É importante refletir que, da mesma forma que a diferença do outro pode me gerar estranhamento, a minha diferença também pode inspirar o estranhamento de outra pessoa.

Entender a diversidade é, portanto, compreender que todos somos diferentes. A diferença não está apenas naquele que me gera estranhamento, mas está também em mim, já que a minha forma de viver não é a única, tampouco a mais correta. Há outras, todas dignas de respeito.

Nossas diferenças se revelam já nos mínimos detalhes, que nos desafiam a conviver até com quem escolhemos como cônjuge: o café com ou sem açúcar, praia ou montanha, noite ou dia, suspense ou romance para assistir... E misturar essas diferenças é compor o tempero da vida!

O interessante de toda essa história é que, por mais que estranhemos outra pessoa, sempre podemos aprender algo com ela, mesmo que discordemos completamente do que ela vive e faz. A diversidade, portanto, pode ser uma grande oportunidade de aprendizado para todos nós.


VIÉS INCONSCIENTE

Nem todo preconceito vem de uma decisão consciente de ofender ou segregar o outro

Muitas vezes, utilizamos expressões ou práticas ofensivas, até em “brincadeira” (a palavra está entre aspas porque brincadeira, de verdade, é quando todos se divertem e ninguém se ofende), e nem percebemos seu poder destruidor. É o chamado “viés inconsciente”, ou seja, preconceitos que estão arraigados na própria cultura de nossa sociedade.

O viés inconsciente é um desafio para nós, porque para combatê-lo precisamos, antes, conseguir identificá-lo. E isso exige um tanto de autocrítica, reflexão, aprendizado. Por isso, vamos fazer um exercício coletivo: buscar vieses inconscientes à nossa volta, muitas vezes praticados por nós mesmos, e dividir com o grupo para que, juntos, possamos aprender.

Vamos listar alguns casos aqui para inspirar a reflexão. Expressões como “coisa de mulherzinha” ou “nem parece homem” podem denotar viés inconsciente. E isso pode se materializar, por exemplo, em processos seletivos, em oportunidades negadas, em segregação. Até em palavras há esse tipo de preconceito. Exemplos? “Judiar” alia um ato de sofrimento ao povo judeu; “Denegrir” liga algo depreciativo ao negro.

Pode parecer bobagem se preocupar com isso, mas podemos, sem perceber, ofender alguém ou até prejudicar a nós mesmos em um ambiente corporativo ou acadêmico ao falar ou escrever algo do tipo ou agir nesse sentido.

Então, fica o convite para compartilharmos expressões ou práticas que denotem vieses inconscientes para montar um glossário e aprendermos juntos um dos mais importantes valores da convivência: o respeito. Você pode responder a esse e-mail com sua contribuição.


LUGAR DE FALA

Cada um de nós fala de um lugar

Etnia, gênero, condição socioeconômica, orientação sexual, identidade de gênero, talentos, gostos... tudo o que nos difere nos torna únicos.

Uma mulher terá mais propriedade para discorrer sobre o assédio machista do que um homem, porque é ela que sofre esse tipo de problema. O mesmo vale para um negro ao falar sobre o racismo que lhe é imposto no dia a dia.

Não quer dizer que um homem não possa falar sobre assédio e feminismo ou um branco não possa discorrer sobre racismo, mas é importante que se respeite o direito de fala de quem está muito mais envolvido na questão.

Essa é a uma teoria desenvolvida no meio acadêmico por uma brasileira, a filósofa Djamila Ribeiro. Sua obra gira em torno do conceito de lugar de fala. O trabalho de Djamila ajuda a desconstruir a ideia de que há um “lugar universal”, ou seja, uma visão que se sobreponha às outras de forma privilegiada, relegando minorias ou minorizados a uma condição inferior.

Para se compreender o lugar de fala é importante exercermos o lugar de escuta. Mas, o que vem a ser isso? Num debate, por exemplo, reflita sobre qual a sua condição diante dos debatedores. Há alguém com mais vivência que você no tema discutido? Então, escute, aprenda e, depois, caso queira, coloque sua opinião, sempre respeitando a visão dos outros. Lugar de fala não cala ninguém. Muito pelo contrário.


INCLUSÃO – DIVERSIDADE

Diz o jargão que diversidade é chamar para o baile e inclusão é tirar para dançar. É uma brincadeira, mas tem muito de verdade

Diversidade tem a ver com nossas diferenças, que, aliás, fazem parte da própria essência humana. Já a inclusão é a ação de unir essas diferenças, todas compartilhando espaços, direitos e oportunidades.

É importante entender a diversidade para praticar a inclusão; entender que todos somos diferentes para que possamos, diante de todos os grupos de pessoas, agir com justiça e humanidade.

Houve um tempo (nem tão distante, aliás) em que as escolas dividiam alunos por salas “normais” e “especiais”, estas formadas por pessoas com deficiências, por exemplo. Era uma cruel forma de segregação.

Hoje, felizmente, essa prática caiu por terra e o entendimento é que todos podem aprender juntos, até porque, já teorizou o psicólogo estadunidense de Harvard Howard Gardner, até nas inteligências somos diferentes, já que elas são múltiplas (e, melhor: podemos aprender até o último dia de nossas vidas).

Se é assim e a ciência já provou, que tal aprendermos a incluir mais?


EQUIPE

Narciso é um personagem da mitologia grega que serve muito aos dias de hoje

Filho do deus Cefiso e da ninfa Liríope, no dia do seu nascimento, um aviso foi dado pelo oráculo: ele teria vida longa se jamais visse o próprio rosto. O motivo: sua beleza.

Mas Narciso um dia viu-se espelhado no lago e nele mergulhou, apaixonado pela própria imagem, até que morreu afogado.

Esta é uma lenda, mas pode também ser uma alegoria da realidade. O egocentrismo (que também podemos chamar de narcisismo) muitas vezes nos cega diante dos outros, nos confinando a uma falsa ideia de superioridade.

A era digital potencializou o Narciso que há em cada um de nós. Nela, esbaldamo-nos em postar nossa própria face, geralmente sorridente, como se a vida fosse só alegria. Mas o narcisismo também está presente no mundo do trabalho, desde antes das redes sociais.

Mostrar-se melhor que o colega, almejar um cargo acima dele a qualquer custo, utilizar de algum poder para diminuir o outro são ações ainda comuns no ambiente corporativo. Apesar disso, há uma tendência sustentada em pesquisas mundiais apontando para o contrário: é no espírito de equipe que está a solução melhor para todos.

Entender para valorizar todos os talentos, dialogar, encontrar soluções em grupo, respeitar as diferenças de opinião, dar espaço para toda a equipe são ações presentes nas empresas que querem sobreviver com sucesso.

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